O Sindicato dos Professores de Instituições de Ensino Superior Privadas do Estado de Rondônia (alescomb_sinpro), esteve no interior do estado na última quinta-feira (19), realizando um protesto para garantir o pagamento de salário atrasado de professores de uma Instituição de Ensino Superior (IES).Após esse protesto, uma Assembleia Geral convocada para o último sábado decidiu que não caberia a realização de uma greve dos professores da IES.
De acordo com o presidente do alescomb_sinpro, Prof. Luizmar Neves, a decisão foi discutida amplamente com os professores que decidiram pela não paralisação.
“A decisão votado pelos presentes foi por unanimidade: a não deflagração de greve por entenderem que, devido o cenário econômico, a imagem negativa perante aos alunos e sociedade não resolveria o problema do atraso do salário e ainda mancharia o nome da IES”, declarou o presidente.
Ainda segundo o presidente, o Sindicato agora irá voltar suas forças para uma ação de desvinculação financeira
“Ficou deliberado que o foco para resolução do problema [o atraso no salário] será a ação que pede a desvinculação financeira da IES.”, afirmou o presidente.
Ele ressalta ainda que não cabe mais discussão do caso, uma vez que a assembleia era o espaço voltado a discutir o caso.
“Lembrando que não cabe mais a discussão do caso, haja vista que a oportunidade foi na assembleia, onde o assunto foi amplamente discutido e votado. O sindicato continua em contato direto com os professores e irá recorrer a todos os meios legais para garantir que o salário seja pago na forma da lei, sem atrasos e prejuízos aos professores”, encerrou com veemência o professor e presidente do alescomb_sinpro.
Relembre
O alescomb_sinpro foi até a região central do estado de Rondônia na última quinta-feira (19), para realizar um protesto contra o atraso de salário dos professores de uma IES.
Foram realizados atos no início das aulas nos horários da tarde e noite. Os acadêmicos não tiveram nenhum prejuízo, pois se tratou apenas de um protesto.
“Isso é inaceitável eu me recuso a aceitar que um professor do ensino superior que vem dar aula com esse sacerdócio que é ensinar tenha o seu salário pago parceladamente, atrasado. Não dá.” Declarou o presidente do alescomb_sinpro, prof. Luizmar Neves à imprensa.
Em uma nota divulgada em seu site, a instituição afirma que o atraso se deve a um "Descompasso de caixa". Ainda segunda a instituição o "Descompasso" se deve ao FIES "cujo repasse só acontece após o aditamento [do contrato]".
A instituição alega ainda que está "Se empenhando na captação de recursos para fazer frente aos compromissos" e se compromete a "Dar prioridade a folha de pagamento e manter a qualidade do ensino na sua normalidade".
Veja o vídeo:
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