Em matéria publicada no último domingo (29), intitulada “A modernização dos sindicatos”, o jornal O Estado de S. Paulo defende que a reforma Sindical é uma agenda tão importante quanto a reforma da legislação trabalhista e, portanto, deve caminhar junto com as reformas Trabalhista e Previdenciária - que estão tramitando no Congresso Nacional. Para o jornal, todas as reformas que restringem ou acabam com direitos e enfraquecem a luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e renda devem ser aprovadas rapidamente, enquanto um governo conservador estiver no poder. Acabar com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a aposentadoria, ampliar a terceirização e, com isso, a exploração da mão de obra sempre foi um dos objetivos dos que assumiram o poder no pós-impeachment. Destruir os sindicatos é outro sonho antigo. Tudo em nome da modernização que, para os patrões, nada mais é do que ter segurança jurídica para explorar os trabalhadores e aumentar seus lucros sem ter de enfrentar sindicatos fortes, combativos e organizados para a luta contra o capital.
Sugerir a tramitação das duas reformas simultaneamente, como fez o jornal, é querer tumultuar o processo e prejudicar ainda mais a classe trabalhadora. Somente com o fortalecimento dos sindicatos realmente combativos, que cumprem suas funções de organizar, mobilizar e negociar, poderíamos então discutir as demais mudanças.
"Quando nossa gestão assumiu o alescomb_sinpro, essa foi justamente nossa causa, eu sou professor e via que o sindicato que estava ali para me representar não estava fazendo isso da forma certa, então me mobilizei e hoje estamos comemorando e colhendo os frutos das nossas vitórias, não só nós que fazemos parte da diretoria, mas todos os professores das instituições de ensino superior particulares do estado de Rondônia.", declarou o presidente do alescomb_sinpro, Luizmar Neves.
Existe, inclusive, no Congresso a PEC 369/2005, preparada em conjunto com as centrais sindicais de trabalhadores, entidades patronais e representantes do governo, que propõe diversas alterações na estrutura sindical, de forma a tirar espaço das chamadas entidades de fachada e colocar as negociações em torno de acordos e convenções coletivas em um patamar mais aprimorado e condizente com o mercado contemporâneo.
Nós defendemos mudanças, mas jamais essas pretendidas pelo governo e seus apoiadores, na imprensa, no Poder Judiciário e no empresariado, que nada mais querem do que sufocar a organização dos trabalhadores e trabalhadoras e aumentar ainda mais suas gigantescas taxas de lucro e formas de exploração.
Defendemos o diálogo, a negociação e não uma imposição como defende o jornal Estadão. É natural um jornal - que apoiou o impeachment - fazer uma matéria totalmente contrária aos interesses dos trabalhadores, sem ouvir sequer um sindicalista que os representa.
Desde a criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT),central ao qual o alescomb_sinpro é filiada, defendemos a ratificação da convenção nº 87 da Organização Internacional do Trabalho (OIT): mais liberdade e autonomia sindical, com a substituição do Imposto Sindical por uma Taxa Negocial votada em assembleia pelos trabalhadores, após negociações bem sucedidas feitas pelos sindicatos; negociação permanente; e organização no local de trabalho. A CUT nasceu justamente para combater a atual estrutura sindical brasileira arcaica, inconveniente, que não contribui para o fortalecimento do movimento sindical. Assim como o alescomb_sinpro se reestruturou e se fortaleceu nos últimos anos com base nos princípios de um sindicalismo moderno e representativo.
"Somos hoje um dos sindicatos mais atuantes do estado de Rondônia, me orgulho de fazer parte da história do sindicato e de ter sido agraciado pelos professores com a honra de ser presidente e de estar na linha de frente na defesa de um direito que não é só meu, mas de toda uma classe que há muitos anos é esquecida e não é valorizada no Brasil, seja pelo poder público no caso dos professores de ensino fundamental, médio e do ensino superior nas universidades federais, ou, como no nosso caso, pelo setor privado. As reformas são necessárias, somos a favor de reformas, desde que elas não prejudiquem ainda mais o trabalhador.", Afirma Luizmar Neves.
Estamos sempre abertos aos debates sobre mudanças na estrutura e regulação do mercado de trabalho. Porém, e não poderiam ser diferentes, nossas propostas sempre objetivaram diminuir as diferenças de salário e renda e melhorar as condições de saúde, segurança e de vida dos brasileiros e brasileiras.
"Sindicato é para fazer valer os seus direitos, filie-se e fortaleça a categoria".
Para se filiar ao alescomb_sinpro você pode nos visitar na Av. México, 2295, entre José Vieira Caúla e Av. 7 de Setembro no bairro Nova Porto Velho. Temos também nossa Subsede em Cacoal na Av. Nações Unidas, 2414 no bairro Princesa Isabel e a comodidade de se filiar pelo nosso site.
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